Histórico

Igreja de 1904 Igreja de 1953 Igreja de 1983

O povo Riomainense tem suas origens na imigração italiana, que além de suas tradições e valores, trouxe consigo a religiosidade.

No ano de 1904 foi erguida a primeira capela no pequeno povoado de Rio Maina e em 01 de maio de 1949 aconteceu o lançamento da pedra fundamental de um novo Templo, que foi construído onde hoje se encontra a atual Igreja Matriz de Santo Agostinho. A inauguração da nova Igreja foi em 30 de setembro de 1953.

A presença das Pequenas Irmãs da Divina Providência em Rio Maina, desde 29 de março de 1954, contribuiu fortemente para a criação da Paróquia, pois elas solicitavam, com empenho, uma assistência religiosa mais periódica.

Dom Anselmo Pietrulla, recém chegado na nova Diocese de Tubarão (15/08/55) dedicou-se em atender as muitas solicitações de criação da Paróquia. Iniciou com o Curato e o decreto foi assinado em 03 de setembro de 1955, sendo empossado o primeiro Cura em 23 de outubro de 1955. Padre Huberto Oenning foi acolhido de forma festiva e estava assim realizada a maior aspiração do povo de Rio Maina.
O decreto de criação da Paróquia não demorou muito tempo. Foi no dia 19 de janeiro de 1956. A Paróquia Santo Agostinho era formada pela Matriz e mais quatro capelas: Metropolitana, São Marcos, Santa Cruz (Mina União) e Santa Augusta.

Com o crescimento populacional, surgiu a necessidade de ampliar a velha Igreja ou fazer um novo Templo. Optou-se então pela demolição e edificação de uma nova obra. A bênção da pedra fundamental foi no dia 16 de julho de 1981, sendo uma construção super rápida. Aos 14 dias do mês de agosto de 1983 o novo Templo foi inaugurado. Padre Albertino Bonetti, Pároco na época, muito trabalhou e muito se empenhou para ver a obra concluída.

A igreja tem o formato de uma tenda, relembrando a tenda que abrigava a Arca da Aliança do Povo de Deus caminhando no deserto em busca da Terra Prometida. A tenda, para os israelitas, era a certeza da habitação de Deus no meio de seu Povo. Ela também, além de ser lugar da habitação é o lugar da reunião, do encontro.

Párocos que prestaram seus serviços e vocação à Paróquia Santo Agostinho:

Pe. Huberto Oenning 23/10/1955 a 04/03/1965 Pe. Albino Destro 07/03/1965 a 20/04/1969 Pe. Francisco Marini 27/04/1969 a 06/02/1977 Pe. Carlos Vech 15/02/1977 a 20/02/1978 Pe. Gregório Michels 26/02/1978 a 15/03/1980 Pe. Albertino Bonetti 16/03/1980 a 31/12/1989 Pe. Antônio Liandro Francisco Corrêa 31/12/1989 a 28/02/1993 Pe. Pedro José Damázio 07/03/1993 a 15/02/1997 Pe. Ademar Paulo de Fáveri 15/02/1997 a 26/01/2002 Pe. Sidnei Vitali 02/02/2002 a 02/02/2011 Pe. José Lino Buss 02/02/2011 até a data atual

Outros Padres e também Seminaristas e Irmãs prestaram relevantes serviços à Paróquia.

Santo Agostinho

Aurélio Agostinho, como era chamado, nasceu em Tagaste, na Argélia, situada no norte da África em 13 de novembro do ano 354. Descendente de uma família burguesa, seu pai, chamado Patrício, era pagão, vindo a receber o batismo pouco antes de morrer. Já sua mãe, Santa Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Com 17 anos, graças à generosidade de um concidadão Romaniano, o pai de Agostinho pôde enviá-lo para Cartago, no norte da África, para continuar sua educação na retórica e aperfeiçoar seus estudos. No entanto, acabou por desviar-se moralmente e caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino no ano de 386, aos trinta e dois anos de idade, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.

Depois de um crítico auto-exame abandonou o maniqueísmo, vindo a abraçar a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Entretanto, a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386. Após ter lido um relato da vida de Santo Antônio do Deserto, de Santo Atanásio de Alexandria, que muito inspirou-lhe, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino em Milão, desistir de qualquer idéia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio.

A chave para esta transformação foi a voz de uma criança invisível, que ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, "Tolle, lege"; "tolle, lege" ("toma e lê"; "toma e lê"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso no capítulo 13, versículos 13 e 14, onde lê-se: Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.

Retirou-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia de sua mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Lá escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha, nesta época, trinta e três anos de idade.

Depois da conversão, em 388 ele retornou à África. Em seu caminho de volta sua mãe morreu, tal como fez logo após o seu filho, deixando-o sozinho, sem família. Em Tagaste vendeu todos os haveres e, após ter distribuído o dinheiro entre os pobres, fundou um mosteiro numa das suas propriedades alienadas.

No ano de 391 foi ordenado padre e consagrado bispo em 395. Governou a igreja de Hipona, na Argélia, até sua morte, que ocorreu em 28 de agosto do ano 430, aos 75 anos de idade.

Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, com destaque para as filosóficas, num total de 232 livros, além de inúmeros tratados, sermões e cartas. Agostinho foi padre, bispo, escritor, teólogo, filósofo e doutor da igreja católica.

Frases de Santo Agostinho

"Quer louvar-te o homem, esta parcela de tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti."

"Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar."

"Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade."

"Oh eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por ti suspiro dia e noite"

"Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."

"A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada."

"Não temos então medo de fraquejar? Por quê? Porque invocaremos o nome do Senhor. Como venceriam os mártires, se neles não vencesse aquele que disse: Alegrai-vos porque eu venci o mundo? (João 16,33)"

"Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus? Muito mais incrível é o que já aconteceu: Deus morreu pelos homens."

"Eu peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a pátria celeste, suspiremos pela pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui."

"Que deseja a alma com mais veemência do que a verdade?"

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